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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Como a evolução transformou os gatos em animais solitários





por BBC.



Quão difícil pode ser domar um gato?


Pergunte a Daniel Mills, professor de Veterinária comportamental na Universidade de Lincoln (Reino Unido). Em um estudo recente, Mills e sua colega Alice Potter comprovaram de modo científico o que já se sabia na prática: gatos são mais autônomos e solitários do que os cachorros.

Apesar de envolver a já famosa reputação dos gatos, executar essa pesquisa foi mais difícil do que poderia parecer. "Eles são complicados se você quer que façam algo de uma certa maneira", diz Mills. "Eles tendem a fazer o que querem."

Donos de gatos do mundo inteiro irão concordar. Mas por que exatamente os gatos são tão relutantes em cooperar, seja entre si ou com humanos? Ou, perguntando de outra forma, por que tantos outros animais - domésticos ou selvagens - têm espírito de equipe?

A vida em grupo é comum na natureza. Pássaros formam bandos e peixes, cardumes. Predadores frequentemente caçam juntos. Até mesmo o leão, parente do gato doméstico, vive em grupo.

Para as espécies que são caçadas por outras, obviamente há uma estratégia de maior segurança em um bando. "Chama-se efeito de diluição", diz o biólogo Craig Packer, da Universidade de Minnesota (EUA).

"Um predador só consegue matar um, e se há cem da mesma espécie isso reduz as chances de cada um deles ser pego para 1%. Mas se você estiver sozinho você será escolhido 100% das vezes.



Animais em bando também se beneficiam do efeito "muitos olhos atentos": quanto maior o grupo, é mais provável que alguém perceba um predador se aproximando. "E quanto mais cedo você detectar o predador, mais tempo tem para iniciar a fuga", diz Jens Krause, da Universidade de Humboldt em Berlim, Alemanha.

Essa vigilância coletiva traz outras vantagens. Cada um pode gastar mais tempo e energia procurando por comida. E não se trata apenas de evitar predadores. Animais que socializam em grupos não precisam perambular em busca de companheiros, o que é um problema para espécies solitárias que vivem em territórios amplos.

Uma vez que se reproduzem, muitos animais que vivem em grupo adotam a máxima "é necessária uma aldeia inteira para criar uma criança", com os adultos trabalhando em equipe para proteger ou alimentar os mais novos.

Em várias espécies de pássaros, como a zaragateiro-árabe de Israel, os pequenos permanecem em grupos de familiares até que eles estejam prontos para procriar. Eles dançam em grupo, tomam banho juntos e até trocam presentes entre si.
Princípio 'Volta da França'

Viver em grupo também poupa energia. Os pássaros que migram juntos ou os peixes que vivem em cardumes se movimentam com mais eficiência do que os mais solitários.

É o mesmo princípio que os ciclistas da Volta da França utilizam quando formam um pelotão. "Os que estão mais atrás não precisam investir tanta energia para atingir a mesma velocidade de locomoção", diz Krause.

Como pinguins e morcegos podem atestar, a vida pode ser mais calorosa quando se vive cercado de amigos.

Com tantos benefícios, pode parecer surpreendente que qualquer animal rejeite seus companheiros. Mas, como os gatos domésticos demonstram, a vida em grupo não é para todos. Para alguns animais, os benefícios da coletividade não compensam ter que dividir comida.

"Chega a um ponto em que se alimentar com outros indivíduos com grande proximidade reduz a sua quantidade de alimento", diz John Fryxell, biólogo da Universidade de Guelph, no Canadá.

Um fator-chave para essa decisão é ter alimentação suficiente, o que depende de quanta comida cada animal precisa. E os gatos têm um gosto caro. Por exemplo, um leopardo come cerca de 23 kg de carne em poucos dias. Para gatos selvagens, a competição por alimentos é cruel, e por isso leopardos vivem e caçam sozinhos.

Há uma exceção à regra de felinos solitários: leões. Para eles, é uma questão territorial, diz Packer, que passou 50 anos de sua vida estudando os leões africanos. Alguns locais da savana têm emboscadas perfeitas para a caça, então controlar esse lugar resulta em uma vantagem significativa em termos de sobrevivência.

"Isso impõe sociabilidade porque você precisa de equipes para dominar seu bairro local e excluir outros times. Assim, o maior time vence", diz Packer.

O que torna essa vida em grupo possível é que a presa de um único leão - um gnu ou uma zebra - é grande o bastante para alimentar várias fêmeas de uma vez só. "O tamanho da caça permite que eles vivam em grupos mas é a geografia o que realmente os leva a viver em grupos", diz Packer.

Não é a mesma situação dos gatos domésticos, já que eles caçam animais pequenos. "Eles vão comê-lo inteiro", diz Packer. "Não há comida o suficiente para dividir."Direito de imagem
Domesticação

Essa lógica econômica está tão integrada ao comportamento dos gatos que parece improvável que até mesmo a domesticação tenha alterado essa preferência fundamental por solidão.

Isso é duplamente verdade quando você leva em consideração o fato de que os humanos não domesticaram os gatos. Em vez disso, em seu próprio estilo, os gatos domesticaram a si mesmos.

Todos os gatos domésticos são descendentes dos gatos selvagens do Oriente Médio (Felis silvestris), o "gato-do-mato". Os humanos não coagiram esses gatos a deixar as florestas: eles mesmos se convidaram a entrar nos alojamentos de humanos, onde havia uma quantidade ilimitada de ratos ao seu dispor.

A invasão a essa festa de ratos foi o início de uma relação simbiótica. Os gatos adoraram a abundância de ratos nos alojamentos e depósitos e os humanos gostaram do controle grátis da infestação de ratos.

Os gatos domésticos não são completamente antissociais. Mas sua sociabilidade - em relação a outro humano ou entre eles - é determinada inteiramente por eles, em seus próprios termos.

"Eles mantêm um nível alto de independência e se aproximam de nós apenas quando querem", diz Dennis Turner, especialista em comportamento animal no Instituto de Etologia Aplicada e Psicologia Animal em Horgen, Suíça.

"Os gatos desenvolveram muitos mecanismos para se manter à parte, o que não os conduz para a vida em bando", diz Mills. Os gatos marcam seu território para evitar encontros constrangedores entre si. Se eles acidentalmente se toparem, os pêlos são levantados e as garras saltam para fora.Direito de imagem

Em determinadas circunstâncias pode parecer que os gatos domésticos adotaram a vida coletiva, como quando um grupo vive junto em um galpão. Mas não se engane. "Eles têm laços muito frouxos e não têm uma identidade real como grupo", diz Fryxell. "Eles só gostam de ter um lugar comum para deixar seus filhotes."

Aliás, mesmo diante de um grande perigo, quando eles se unem para se defender, é pouco provável que os gatos colaborem entre si. "Não é que algo que eles tipicamente façam quando se sentem ameaçados", diz Monique Udell, bióloga da Universidade de Oregon (EUA).

Os gatos simplesmente não acreditam na força de um grupo. Tudo isso ajuda a explicar por que os gatos têm a reputação de dominação impossível. Ainda assim, há evidências de que o desprezo dos gatos pela vida em grupo possa ser uma fraqueza.
Caixa-preta da menta felina

Um estudo publicado em 2014 no periódico científico Journal of Comparative Psychology investigou os traços de personalidade dos gatos domésticos. A conclusão foi que manter-se solitário e desinteressado torna os gatos neuróticos, impulsivos e resistentes a ordens.

Curiosamente, no entanto, os gatos domésticos parecem capazes de cooperar um pouco mais que seus parentes selvagens. Quando os pesquisadores compararam o gato doméstico a quatro selvagens - o gato selvagem escocês, o leopardo-nebuloso, o leopardo-da-neve e os leões africanos -, os gatos domésticos foram os que mais se aproximaram dos leões em termos de personalidade.Direito de imagem

É preciso dizer que os gatos domésticos trilharam um longo caminho a partir de seus ancestrais até aqui em termos de tolerar a companhia um do outro. Mesmo que gatos morando em galpões formem laços frouxos, eles ainda demonstram um nível impressionante de aceitação da presença do outro nesses espaços confinados.

Em Roma, cerca de 200 gatos vivem lado a lado no Coliseu, enquanto na ilha de Aoshima, no Japão, o número de gatos supera o de pessoas em uma proporção de seis para um. Essas colônias podem não ter tanta cooperação, mas estão bem avançadas em relação ao passado solitário dos gatos domésticos.

Enquanto isso, pode ser mais fácil para pesquisadores encontrar os gatos "no meio do caminho" ao realizar seus experimentos, fazendo certas concessões.

Quando Udell fez suas primeiras experiências com gatos, enfrentou uma série de dificuldades ao tentar motivar suas cobaias a participar de certa atividade. Ela já havia trabalhado com cachorros, que estariam dispostos a fazer qualquer coisa em troca de um petisco.

Os gatos, contudo, eram mais exigentes. Com o passar do tempo, Udell percebeu que teria mais sucesso se desse aos gatos a opção de escolher sua recompensa.

"Acho que parte do desafio é o quanto sabemos sobre os gatos", diz. Se os cientistas começarem a entrar na caixa-preta que é a mente felina, a domesticação à força pode ser substituída por uma coerção mais astuta.

"Muito do comportamento animal - incluindo uma afinidade ou resistência à domesticação - é profundamente ligado ao circuito neural. Portanto, parece pouco possível deixar para trás anos de seleção natural", diz Fryxell.

"Mas quem sabe? Obviamente, leões conseguiram essa proeza, então deve ser possível que mutações ocorram", diz ele. "E se eles conseguiram fazer isso, talvez domesticar gatos não seja uma ideia tão maluca, afinal de contas."

FONTE: BBC

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

A misteriosa afinidade entre a mulher e os felinos







por Juan Arias (http://brasil.elpais.com/)
Nenhum outro animal foi tão divinizado e associado ao mistério e à mulher como o gato


Volta a ressuscitar a discussão sobre a preferência das mulheres pelos felinos, enquanto os homens escolheriam os cachorros. Os gatos, além disso, se entenderiam melhor com as mulheres, e os cães, com os varões.

Ignoro se alguns experimentos universitários realizados sobre o tema possuem valor científico. Há quem, para explicar isso, recorra ao fato de, desde tempos remotos, os cães terem sido usados pelos homens para a caça, com os gatos ficando em casa, perto da mulher.

Só isso?

O que é certo é que há mais de 5.000 anos nenhum outro animal foi tão divinizado e associado ao mistério e à mulher quanto o gato. Ainda hoje se discute em psicologia a simbologia do gato associado à mulher.

Seguimos nos perguntando por que os gatos são relacionados à independência, e os cachorros, à submissão. Isso tornaria os cães sempre amados, e os gatos, há séculos seriam divinizados, mas também execrados e amaldiçoados.

Como a mulher?

Nenhum animal teve uma trajetória tão tortuosa em seus simbolismos, medos e atração quanto o felino. No Egito fazia parte da divindade, personalizada na figura da egípcia Bastet, a deusa gata mulher, que protegia a felicidade das pessoas. Talvez por isso o gato seja um dos poucos animais nunca mencionados na Bíblia.

Na Índia simbolizava a sabedoria, com a gata sendo a deusa sábia, rainha da fertilidade. A Igreja, mais tarde, satanizou os felinos ao mesmo tempo que apresentou a mulher como obstáculo à virtude e mais facilmente possuída pelo demônio que os homens.

Nos séculos sombrios da Idade Média os gatos, por influência da Igreja, passaram a ser o símbolo do demoníaco e da maldade. Como a mulher? Foram perseguidos, esfolados vivos, queimados nas fogueiras, junto com as mulheres.

Foi o papa Inocêncio VIII, em 1484, que lançou a primeira perseguição contra os gatos, que foram sacrificados aos milhões. A vingança por aquela matança e aquela loucura religiosa foi em parte a chegada da peste negra à Europa, dizimando sua população, transmitida pelos ratos, que proliferaram com o desaparecimento de seus caçadores.

De inocente, aquele Papa culpado pelo massacre dos gatos, que já tinham sido divinos em outras religiões e culturas, tinha só o nome. Enfermo, por medo de ter que deixar o papado aos cardeais que suspiravam por vê-lo morrer para substituí-lo, tentou se curar com leite humano, mamando de uma jovem ama de leite e exigindo transfusões de sangue de crianças.

Tudo inútil. Aquele Papa se foi sem ser chorado.

Maldição dos gatos e das mulheres?

Hoje, envergonhado daquele seu antecessor, o papa Francisco faz diversas declarações a favor dos gatos: “São os animais mais inteligentes. Sempre gostei deles e conversava com eles”, disse a um jornalista francês que lhe perguntou se ele também considerava os gatos como demônios.

O grande artista Leonardo da Vinci chegou a considerar o gato como a “melhor obra de arte”. A mais bela.

Verdade ou não que as mulheres de hoje continuem preferindo os felinos como nos tempos antigos, em que eram vistos como deuses, é certeza que, em meio a tantas vicissitudes o gato, desde a mais remota antiguidade, foi visto como mais próximo do universo feminino.

Cleópatra se pintava imitando a linha curva dos olhos de uma gata. Desse animal se diz que não tem, nem nas horas de sono, uma postura que não reflita elegância.

A escritora italiana Camilla Cederna escreveu que “o gato, como a mulher, é quem escolhe a pessoa, não o contrário”.

Condenadas historicamente a ser dependentes dos homens, as mulheres, como aparece na literatura, talvez tenham visto na liberdade dos gatos um sonho secreto contra sua forçada dependência do varão.

Os gatos não precisam de nome. Não adianta chamá-los. Vêm quando querem, como escreveu em seu diário Marguerite Yourcenar. Eles decidem sempre o que querem fazer.

Os gatos amam estar limpos, são curiosos, independentes, solitários, ternos e selvagens ao mesmo tempo. Como a mulher?

São desconfiados. Preferem a solidão. Comedidos em seus afetos, sinuosos ao ponto de que não gostam de caminhar em linha reta. Margeiam com tato e delicadeza os objetos. São silenciosos e decidem quando receber e dar afeto. É difícil dominá-los e de nada adianta ralhar com eles. Olham para você, dão a volta e seguem seu caminho.

Nunca são óbvios e evidentes e possuem um toque de indiferença.

São introspectivos e sensíveis, aristocráticos e aguçados.

Os gatos são difíceis de entender. É preciso saber interpretá-los.

Escondem uma parte de seu mistério ancestral. E um bocado de seu instinto selvagem. Parecem-se com a mulher?

Entendem nossa linguagem? Minha gata Nana, sim. Posso dizer isso porque tenho minha mulher de testemunha. A gata, de rua, tem o costume de se aboletar nas minhas pernas quando leio ou assisto TV.

Durante alguns dias preferiu dormir numa poltrona a alguns metros de distância. Numa destas noites, enquanto Nana dormia profundamente, disse à minha mulher: “Que estranho a Nana não vir mais ficar comigo!”. Não se passou um segundo. Abriu os olhos, olhou pra mim, deu um salto e veio se acomodar nas minhas pernas.

Minha mulher não conseguiu acreditar.

Os gatos são assim. É inútil querermos entendê-los muito. Como a mulher?

São pequenos deuses ou demônios?

Ou são simplesmente felinos, o que não é pouco?

"Ler um gato é muito diferente do que ler um cachorro. O gato é um texto que se esquiva, se esconde entre duas auroras, na fronteira entre o mágico e o irreal. O gato é sinuoso, seu texto é macio, é poesia, nunca se deixa apreender por inteiro. O gato é escorregadio, vive nas entrelinhas.

Para ler um cachorro não se precisa de óculos especiais. Seu texto é escrito em maiúscula, diz claro e em bom tom o que pensa e a que veio.

O cachorro é prosa, o gato é música, é poesia".

(De Cachorros e Gatos, da poeta brasileira Roseana Murray)


domingo, 20 de novembro de 2016

Gatos: como conseguem voltar para casa depois de desaparecer?












Por Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal.


Alguns comportamentos dos gatos intrigam muita gente. Um deles é a capacidade de voltar para casa depois de desaparecer por algum tempo, mesmo quando o felino nunca tinha percorrido antes os caminhos que podem conduzi-lo até a habitação. Esses retornos ocorrem, por exemplo, com gatos que saem para dar uma volta e desaparecem por meses ou anos. Ou quando os donos, infelizmente, cometem o crime de abandonar o felino em algum lugar distante. Ou, ainda, quando os donos mudam de casa, o gato desaparece e é encontrado nas proximidades do antigo endereço.


Embora muitos acreditem que os gatos possuam capacidades extrassensoriais, existem pesquisas, observações e estudos que apresentam justificativas muito mais normais para esse fenômeno, as quais explicarei neste artigo.


Memória visual

A capacidade de observar o ambiente e de memorizá-lo é enorme nos gatos. São animais bastante visuais, capazes de reconhecer árvores, prédios, praças. Basta encontrarem algo que reconheçam para, a partir daí, conseguirem se orientar e voltar para casa.


Memória olfativa

Mesmo quando estão em um lugar onde não enxergam nada conhecido, muitos gatos conseguem voltar para casa, ajudados pela m memória olfativa. Essa é a capacidade dos animais que mais nos impressiona, pois o olfato humano chega a ser ridículo quando comparado com o deles, inclusive do gato.


Casas, ruas, regiões, cidades, etc., possuem alguns cheiros específicos. Muitos desses odores podem ser reconhecidos pelos gatose servir para orientá-los quando perdidos. São capazes de se guiar por cheiros conhecidos até chegarem a algum lugar que reconheçam visualmente, e, a partir daí, usarem a memória visual para completar o percurso.


Gatos que percorrem grandes distâncias durante o dia acabam conhecendo diversos cheiros da região e se familiarizando com eles. Mas mesmo os gatos que praticamente não saem de casa recebem uma enorme amostra dos odores existentes à volta deles, alguns trazidos de longe pela brisa e pelo vento. E, cada vez que o vento muda de direção, outros cheiros podem ser sentidos, dando a possibilidade de formar uma ampla memória olfativa.


Não basta reconhecer um cheiro para chegar ao lugar desejado. Depois de identificado o odor, é preciso saber para qual direção caminhar. Os gatos se deslocam de um lugar para outro e, assim, podem testar se a concentração do cheiro conhecido aumenta ou diminui, decifrando rapidamente de onde ele vem. Moléculas de determinados odores podem viajar por centenas de quilômetros e, se tiverem concentração suficiente para serem percebidas, poderão ser utilizadas para localizar o caminho procurado.

Veja o gatinho que desapareceu durante o furacão Sandy, no final do ano de 2013. O animal de estimação percorreu 16 quilômetros para reencontrar donos:


Influência do vento 

Às vezes, o cheiro que o gato reconhece só chega até ele quando o vento sopra em um determinado sentido. Nesse caso, ele só conseguirá ir na direção de casa quando o vento colaborar – bastará uma pequena mudança na direção da brisa para ele se perder novamente.


Gato com múltiplos donos!

Muitos gatos demoram a voltar para casa por outros motivos, bem menos angustiantes para nós e para eles. Quando o felino não fica restrito ao ambiente interno da casa, costuma frequentar outros lares. Em vários casos, ele é alimentado e adotado também por diversas pessoas. Alguns gatos tomam café da manhã em uma casa, tiram uma soneca em outra e jantam em mais outra.


Imagine que o seu gato não esteja com coleira de identificação e que um dos outros donos resolva prendê-lo dentro de casa para, por exemplo, evitar que continue se machucando em brigas na rua. Você achará que ele foi embora, morreu, etc.. Normalmente nem imagina que ele possa estar na casa do vizinho da rua de cima! Depois de alguns meses, o gato escapa ou resolvem deixá-lo passear. Aí, para sua surpresa, ele surge novamente.


Um gato mais poderoso no bairro pode restringir o acesso do seu, inclusive à sua casa. Se isso acontecer, o seu gato poderá ficar frequentando outros locais até o mandachuva morrer, perder o poder ou mudar de área.



sábado, 19 de novembro de 2016

Cães versus Gatos









🔼Veterinária defende que os gatos são mais inteligentes que os cães.


Especialista em felinos discorda de estudo que aponta os cães como mais inteligentes por serem mais sociáveis que os bichanos


Recentemente, um estudo realizado pela Universidade de Oxford levantou uma polêmica envolvendo a inteligência de cães e gatos. Os cientistas alegaram que os cachorros, por serem mais sociáveis, são mais inteligentes que os bichanos. 

A declaração acabou causando revolta nos especialistas em felinos, que obviamente, discordam da descoberta.

Segundo o jornal inglês Telegraph a veterinária Beth Skillings, do setor de clínica veterinária de felinos da Cats Protection, declarou que os bichanos são extremamente inteligentes graças aos seus ancestrais selvagens. “Diferente dos cães, os gatos são espertos o suficiente para caçar sozinhos e não precisam depender dos demais para sobreviver”.

A veterinária explica ainda que por eles serem caçadores solitários os gatos desenvolveram seu raciocínio e formas próprias de comunicação. “Eles usam um sistema de comunicação baseado no cheiro, sendo capazes de deixar mensagens para si e para outros gatos, sem entrar em contato com outros rastros, evitando assim possíveis conflitos”.

Adaptando esse comportamento adquirido com os ancestrais os gatos domésticos tornaram-se especialistas em lidar com seus donos. “Utilizando os miados, ronronados e olhar de dó os bichanos conseguem manipular seus donos a fim de conseguirem mais comida”. A veterinária explicou ainda que os gatos são tão inteligentes que podem ser, inclusive, adestrados.

Para finalizar, a especialista afirma que a inteligência dos gatos não pode ser disputada com a dos cães. “Eles já foram reverenciados como deuses no Antigo Egito e não se esqueceram disso. Ao contrário dos cães, eles continuam apreciando sua independência”.





por Alexandre Rossi

O ser humano é considerado – por nós, é claro – o animal mais inteligente do planeta. Talvez por isso muita gente quer saber se este ou aquele bicho é inteligente e se é mais ou menos inteligente que outros. Por mais simples que a pergunta possa parecer, a resposta é complexa e quase impossível de ser dada.

A maioria das pessoas sabe o que é inteligência, mas pouquíssimas conseguem defini-la. A tarefa não é fácil até mesmo para quem estuda psicologia. Mas, de maneira geral, a inteligência está relacionada a algumas capacidades cerebrais (cognitivas) como memória, capacidade e velocidade de processamento (respostas), insight, capacidade de observar e relacionar, de aprender e de reter o aprendizado.

Gatos demonstram todas essas capacidades. São, portanto, inteligentes. Mas, como ocorre com outros animais, alguns gatos são muito mais inteligentes que outros. A inteligência do seu gato vai depender da genética e da criação dele. Gatos filhos de pais inteligentes tendem a ser mais inteligentes, assim como acontece com gatos que foram corretamente alimentados e bastante estimulados, principalmente quando filhotes e na juventude. Vamos agora para as perguntas e argumentos dos proprietários de gatos.

O gato não se submete a ordens, por isso é mais inteligente
É verdade que obedecer não é necessariamente um sinal de inteligência. Mas não obedecer também não é. Cães possuem uma predisposição natural para mandar ou ser mandados, já que evoluíram por muito tempo como membros de um grupo em que a hierarquia era fundamental. Se não se submetessem ao líder, poderiam ser expulsos do grupo e até morrer de fome. Com os gatos a situação é bem diferente. São caçadores solitários natos. Nunca dependeram de outros gatos para caçar suas presas. Não precisavam, portanto, se submeter para sobreviver.

Conclusão: não devemos esperar que os gatos acatem ordens da mesma maneira que os cães. Não por um ser mais inteligente que o outro, mas, sim, porque um precisa constantemente da nossa aprovação, enquanto o outro, não.

Meu gato sabe até onde o cão do vizinho alcança e se aproveita
Alguns gatos ficam deitados ou se limpam, relaxados, próximo a cães loucos para atacá-los, mas que não conseguem fazê-lo por causa de uma grade ou muro que impede a aproximação. Como o gato consegue saber exatamente até onde um cão consegue chegar e aproveitar-se disso? Ele tem excelente noção espacial além de ótima memória e é capaz de aprender diversas coisas por observação. Quando está relaxado sobre um muro e olha para o cão, descobre o comportamento do inimigo e até aonde este consegue chegar.

De tão esperto, tem um miado para cada situação
O gato também aprende a manipular seus donos! Proprietários que convivem intensamente com gatos percebem necessidades de seus felinos com bastante facilidade, a ponto de conseguir interpretar miados diferentes e associá-los a diferentes pedidos. O interessante é que essa comunicação se desenvolve à medida que o gato e o ser humano se conhecem melhor e aperfeiçoam a “linguagem”.

Deslocamento oculto e permanência de objetos
Existem diversos testes de inteligência que podem ser aplicados em animais. Dois deles, muito famosos, dizem respeito à capacidade de o animal e o ser humano (bebês e crianças) entenderem que um objeto, ao passar por trás de uma barreira, não desaparece – está simplesmente atrás de alguma coisa. Os gatos possuem essa capacidade, pois demonstram interesse em ir procurar o objeto atrás da barreira, assim que ele deixa de ser visível. Os cães também passam nesse teste.

Mas o gato se sai bem melhor que o cão no teste de deslocamento oculto, no qual é avaliada a capacidade de prever onde um objeto em movimento uniforme aparecerá após passar por trás de uma barreira. Isso é feito pela observação da direção do olhar do animal enquanto uma bolinha passa por trás de uma caixa de papelão, por exemplo. A maioria dos gatos é aprovada no teste: consegue prever o contínuo deslocamento do objeto, pois olha exatamente para o ponto onde a bolinha irá aparecer. Já a maioria dos cães fica olhando para o local onde a bolinha desapareceu.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Um gato Zen; o mais zen do mundo





Por Marta Gonçalves Miranda



Chama-se Shironeko, o que significa literalmente “gato branco”, tem 12 anos e invadiu as redes sociais. Conhecido como o gato mais zen da Internet, o animal japonês deixa que a dona faça tudo o que quer com ele. Para o felino não há problema – na maior parte das vezes está dormindo.

O gato Shironeko é da raça van turco e aparenta ser um dos felinos mais calmo e fotogênico do mundo. Ele mora no Japão e simplesmente não se importa com as poses precisa ficar para bater fotos. Vestido, ao lado de legumes, flores e de outros gato, tudo é motivo para um sorriso.

gato sorridente coleira
gato sorridente lingua
gato sorridente flores 2






Shironeko, que em muitas fotos ele me lembrou o Mestre Karin da série Dragon Ball, vive no Japão e nasceu em 2002. Ele já é famoso na Internet, tendo um blog e sua própria página no Facebook. Se você gosta de fotos de gatos, com certeza vai adorar o que verá abaixo.

gato sorridente boina
gato sorridente companhia
gato sorridente sono




gato sorridente bone
gato sorridente dormindo
gato sorridente chapeu


gato sorridente chicleteiro
gato sorridente flores
gato sorridente folhas
gato sorridente limão
gato sorridente miando
gato sorridente oculos
gato sorridente pendrado
gato sorridente pirata
gato sorridente poltronao
gato sorridente trigo
gato sorridente pote
gato sorridente basket
gato sorridente cesta
gato sorridente chapeu de couro
gato sorridente cenoura
gato sorridente caixa
Fonte: pipoca de bits

terça-feira, 8 de novembro de 2016

A gata que prevê quando sua dona terá taquicardia.





por Guilherme de Souza(Hypescience.com)






Maria Gillon tem 13 anos e sofre de taquicardia ventricular: seu ritmo cardíaco sobe a níveis perigosos, acima de 120 batidas por minuto (o normal é 60), causando dor severa e colocando a vida da menina em risco. Maria e sua família, contudo, podem contar com uma aliada pouco convencional: Perla, sua gata de estimação. Perla é uma pequena gata negra que, ao contrário das perigosas lendas, lhe dá muita sorte.


“Se Maria tem um episódio, que pode durar mais de 40 minutos e que causa tanta dor que a impede de falar ou se mover, Perla vai até meu quarto e pula sobre mim ou morde meus dedos até eu acordar”, conta Adele Gillon, mãe da jovem. “Perla fica junto com Maria até o episódio passar ou até a chegada da equipe médica”.



Perla foi adotada quando era apenas um filhote de oito semanas. Hoje, com três anos, é parte da família – e já salvou a vida de sua dona várias vezes. 


Mas essa relação entre Maria e Perla, foi colocado em risco , quando Perla veio para casa com sangramento na boca e com um olho inchado depois de ser atingida por um carro.



Perla foi levada para o hospital PDSA PetAid Edimburgo, onde ela foi tratada com sucesso e voltou curada para casa..


No Edimburgo PetAid o veterinário Andrew Hogg realizou a operação em que partes quebradas da mandíbula de Perla foram cirurgicamente ligados entre si, alguns dentes foram removidos.


Ele disse: "Perla parecia uma verdadeira bagunça quando ela veio me ver, ela teve várias lesões na cabeça".


"Enquanto Perla esteve conosco, ela se tornou a favorita com a equipe.Apesar de seus ferimentos ela permaneceu firme e ganhou mais admiradores com a sua personalidade"


"O que Perla faz para Maria é maravilhoso. Nós muitas vezes não temos a oportunidade de conhecer esses gatos inteligentes e é maravilhoso que nós fomos capazes de reunir Perla e Maria; para que Perla possa continuar a ser uma companheira inseparável para ela. "


Adele acrescentou: "Eu sou muito grato a PDSA por tudo o que fez por nós".


"Eu tinha preparado Maria para o pior, mas quando PDSA ligou para dizer que tinha operado com sucesso nós ficamos radiantes. Estamos convencidos de que a PDSA realizou milagres para salvar Perla naquela noite".


Esse não é o primeiro nem o único caso de um animal de estimação que salvou o dono. Um deles é o do casal Rick e Jennifer Chap, de Orlando (EUA): Rick teve um ataque cardíaco, e o gato de estimação deles, Buddy, ficou extremamente agitado, alertando Jennifer, que conseguiu ajuda médica a tempo de salvar o marido.


Fontes: Hypescience, dailymail.co.uk

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Veterinários pedem mais amor aos gatos idosos.






Veterinários pedem mais amor aos gatos idosos.
por Camila Turtelli



Alguns encaram a terceira idade numa boa, mas as mudanças que acontecem nessa fase pedem atenção

Segundo os médicos veterinários, a média da expectativa de vida de um gato doméstico é de 15 a 16 anos. Porém, a vira-lata Grampola desafia essa e muitas outras leis sobre a velhice felina. 

A gata está com 18 anos, não costuma frequentar os consultórios veterinários e não apresenta até hoje muitos dos sinais comuns à terceira idade da espécie. “Eu e ela nunca ficamos doente. E ela não tem quase nada de idosa, nem pelos grisalhos eu consigo identificar nela”, diz o artista multimídia Aran Carriel, 34, vocalista da banda Autoboneco e dono da gata.

Aran passou a ser o dono de Grampola quando ela tinha 2 anos. Ela era a gata da vizinha, mas um belo dia resolveu mudar de casa e foi aceita pelos moradores. A gata foi castrada logo nessa época. Seu cardápio não é o mais indicado pelos médicos. “Ela come de tudo e até hoje toma leite”, conta Aran. Durante sua longa vida de gato, Grampola chegou a desaparecer por quase um mês, mas foi encontrada e voltou para casa. 

“Mas ela é ranheta e, depois que ficou velha, passou a fazer xixi fora do lugar. Engraçado que, quando faz no box do banheiro, sabe que pode, então, quando tá brava comigo ou enciumada, faz no meu tênis novo, por exemplo”, conta Amanda Rocha, parceira de Aran.

Os sinais/ Para os pesquisadores da área sinais de envelhecimento nos gatos podem surgir a partir dos 7 anos. Aos 12, os gatos precisam de mais cuidados, mas é bom começar a prevenção mais cedo.



“Envelhecimento não é doença. É um processo fisiológico irreversível que faz parte da vida de todo ser vivo. Para que um gato envelheça com saúde, um dos principais fatores é a alimentação adequada. Cada caso é particular, e só o médico-veterinário pode indicar o melhor alimento para as necessidades de cada gato”, explica Sandra Nogueira, veterinária da Royal Canin do Brasil. Alguns sinais podem ser facilmente identificados pelo proprietário, enquanto outros só ficam evidentes para os profissionais com ajuda de exames. “Por isso, é importante fazer check-ups anuais após os sete anos de idade”, recomenda a veterinária.

Gatos em idade avançada podem exigir mais cuidados e atenção, porém, eles têm muito mais carinho e dedicação ao dono para retribuir. 

Os gatos idosos têm um charme único. “A vizinhança toda ama a Grampola, todos meio que chegam a compartilhar a guarda dela”, conta Amanda sobre o amor felino.


Conheça os sinais da velhice


Sedentarismo e algumas doenças aparecem nessa fase


Sedentarismo

O desgaste das articulações, consequência natural do envelhecimento, dificulta a mobilidade e os gatos costumam evitar subir escadas e móveis. Ao mesmo tempo, o período de sono e repouso pode aumentar

Problemas renais e gastrointestinais

Gatos idosos, normalmente, ingerem menos água. Este fator, associado ao aumento da necessidade de líquido, aumenta o risco de desidratação e comprometimento da função renal. Além disso, ocorrem alterações gastrointestinais que interferem na capacidade de absorção de nutrientes e na consistência das fezes.


Envelhecimento cerebral

Gatos idosos também podem apresentar sintomas de disfunção cognitiva devido ao envelhecimento cerebral. “A perda de capacidade de reconhecer o ambiente, representada por eventos como urinar fora da caixinha, procurar o comedouro e miar sem justificativa, é um sinal de envelhecimento cerebral”, alerta a médica da Royal Canin Sandra.

Cuidados com a alimentação

O envelhecimento cerebral também causa perdas sensoriais, como de paladar e olfato. Estes fatores, associados ao enfraquecimento e consequente perda dos dentes, pode tornar a alimentação mais difícil.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Gatos e a gravidez humana: mitos e verdades.






Gatos e a gravidez humana: mitos e verdades.





De todas as crenças que envolvem os gatos, a mais forte é a da toxoplasmose. Muitos culpam os felinos caseiros pela doença e até afastam gatos das suas próprias casas quando há alguma gestante achando que, desta maneira, a a futura mamãe estará livre da enfermidade.



Será mesmo?


Conversamos com a médica veterinária especialista em felinos domésticos Patrícia Yukito Montaño, que é parceira do HV Pró Vita para atendimentos especiais, para saber até o que é real e o que é mito desta história toda.

O que é a toxoplasmose?

É preciso saber antes de mais nada que a toxoplasmose é uma importante zoonose, sendo uma das infecções parasitárias mais comuns em todo o mundo que pode causar diversas alterações patológicas, principalmente em fetos e em pacientes imunodeprimidos.

Doutora Patrícia Montaño explica que os gatos são os únicos animais domésticos no qual este parasita completa o estágio sexual de seu ciclo de vida, eliminando formas infecciosas no meio ambiente por meio de suas fezes.

"Eles são importantes no ciclo de vida deste protozoário, mas muitas vezes são condenados erroneamente. É importante reconhecer que a principal forma de infecção ao homem não ocorre pelo contato direto com os gatos. Ela ocorre, principalmente, pelo consumo de carne contendo cistos do parasita, ou da ingestão acidental de oocistos esporulados das fezes de gatos contaminando alimentos como frutas, verduras e água" desmistifica a veterinária.

O papel do gato, assim como dos demais felídeos na toxoplasmose, consiste principalmente na perpetuação do parasita e na sua capacidade de contaminar o solo. "A possibilidade de transmissão para seres humanos pelo simples ato de tocar ou acariciar um gato, ou mesmo por arranhões e mordidas, é mínima ou inexistente, devido às características de eliminação do agente e de higiene destes animais" explica Patrícia Montaño.

Cuidado com as fezes, não com os pelos

O período de eliminação de oocistos, responsáveis pela enfermidade, através das fezes é muito curto de acordo com a médica veterinária: duração de uma a duas semanas, com estes oocistos levando três dias no ambiente em condições adequadas de umidade e temperatura para se tornarem infectantes.

Patrícia Montaño explica que dificilmente os oocistos permanecerão nos pelos, já que os gatos estão constantemente se limpando e durante o período de eliminação geralmente não ocorre diarreia. "É importante lembrar ainda que nem todo gato é portador. No caso dos portadores crônicos, estes dificilmente irão eliminar oocistos novamente mesmo após uma reinfecção, pois os gatos normalmente eliminam o agente apenas na primoinfecção, tornando-se imunes por toda a vida".

Gatos de prédios tem menos risco para gestantes.

A doutora anda explica que gatos que habitam apartamentos e se alimentam apenas de alimento comercial ou dietas caseiras apresentam menor risco de contato com o agente, e consequentemente um potencial de transmissão menor ainda.

"Principalmente no caso das gestantes, é necessário desmistificar que o simples fato de possuir contato com gatos durante o período gestacional, sem analisar os fatores de risco envolvidos para os animais e para estas mulheres, seja motivo para que elas tenham que se desfazer de seus animais. Evitar a exposição a gatos não significa evitar exposição aos oocistos. Portanto, considerando todas as outras fontes, o afastamento ou até a mesmo a eutanásia de gatos de estimação não soluciona o problema" explica a Patrícia.

Prevenção sempre

A especialista afirma que exames realizados previamente nas mulheres e nos seus gatos auxiliam na conduta profilática, pois gatos soropositivos para toxoplasmose já passaram pela fase de eliminação de oocistos e praticamente não apresentam riscos de transmitir a doença.

"Já para os gatos soronegativos, é importante que se mantenha este quadro através da restrição destes aos principais fatores de risco. E para as gestantes soronegativas, estas devem tentar evitar o contato com cistos teciduais e oocistos, mediante uma série de medidas simples e muitas vezes ignoradas, quando se leva em consideração apenas a presença de gatos na casa" conclui Patrícia.

Sobre Patrícia Yukito Montaño

Formada em Medicina Veterinária pela UFPR em 2007, realizou seu estágio curricular na 1a clínica exclusiva para gatos do Brasil, a Gatos & Gatos, localizada no Rio de Janeiro e comandada pela Dra Heloísa Justen. Tem mestrado na UFPR e atualmente é doutoranda na mesma instituição com pesquisa envolvendo transplante de medula óssea em gatos e o vírus da FeLV (leucemia viral felina). Além disso, faz atendimentos domiciliares exclusivamente para gatos pela empresa Saúde Felina desde janeiro de 2012.Sobre o Hospital Veterinário Pró VitaO Hospital Veterinário Pró Vita conta com profissionais qualificados e especialistas em diversas áreas para garantir o melhor atendimento, além de uma estrutura completa para internamento dos animais. Os bichinhos são supervisionados 24 horas por dia por profissionais preparados, que monitoram sua condição constantemente, e estão prontos para intervir com agilidade e precisão!



Hospital Veterinário Pró Vita
End.: Rua Victório Viezzer, 209 – Vista AlegreTelefone: (41) 3024-0816  Facebook

Fonte: http://www.paranashop.com.br/

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O gato também pode ser o melhor amigo do homem.




O gato também pode ser o melhor amigo do homem.


para o The Hunffington Post por Priscilla Frank



O cachorro, como diz o ditado, é o melhor amigo do homem. Já os gatos são frequentemente associados a uma “dona”, no entanto, injustamente. O fotógrafo (e apaixonado por gatos) David Williams foi a campo para provar que expressar o lado masculino e assumir a adoração por felinos não são mutuamente exclusivos.


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“Vi que a maneira pela qual a sociedade atribui [a questão de] gênero aos donos de animais é muito constrangedora”, explicou William ao The Huffington Post. “Como fotógrafo de retratos, estava interessado em capturar as relações de meus amigos com seus felinos. Também foi uma boa desculpa para sair com um bando de gatos!”.




As encantadoras fotografias de Williams capturam um momento íntimo entre um cara e seu gatinho. Alguns levam tatuagem, outros são barbudos, enquanto outros tomam uma cerveja na vizinhança. A mistura de estereótipos de gênero mostra a tolice desses símbolos arbitrários. “Quero mostrar que, independentemente dos estereótipos colocados sobre os donos de gatos, muitas pessoas descobriram a alegria que a companhia do felino pode trazer. Também gostaria de destacar quão importante é proteger seu animal de estimação!”.


Confira as fotos abaixo e veja se consegue evitar um sorriso. Rapaziada, sejam homens e mostrem seus gatos para os amigos esta noite.